Todo mundo conhece os malefícios do excesso de açúcar — obesidade, diabetes e outras doenças relacionadas. Mas você sabia que dá para substituí-lo aliando sabor e saúde? Se a resposta for negativa, fique tranquilo. Neste guia do adoçante natural a gente explica tudo!

Existem diversos produtos que prometem adoçar os alimentos com pouca alteração no paladar e menos calorias. O problema é que parte deles traz riscos ao organismo por ser feita de maneira sintética. Por isso, o ideal é buscar por alternativas encontradas na natureza, que não fazem mal e ainda trazem mais vantagens.

Está curioso para saber mais, não é mesmo? Então, continue a leitura e confira todas as informações que trouxemos para você!

O que são adoçantes naturais?

Imagine comer aquele docinho sem peso na consciência? Usando os adoçantes naturais isso é possível! Também conhecidos como edulcorantes, eles são substâncias retiradas de frutas e outros vegetais que têm o poder de dar doçura, mas com bem menos calorias do que o açúcar e sem elevar a glicose.

Hoje em dia, é mais fácil encontrá-los nas prateleiras dos supermercados e farmácias. Além disso, estão presentes na formulação dos mais diversos produtos, como pastilhas, alimentos diet, geleias e, até mesmo, pasta de dentes. Sendo assim, não tem desculpa para não substituir o açúcar!

Diferença para os artificiais

Embora as duas classes de adoçantes — natural e artificial — tenham a mesma função, elas são produzidas de formas diferentes. Enquanto a primeira é obtida das plantas, a segunda é fabricada quimicamente em laboratório. Dessa última, os edulcorantes mais comuns são:

  • aspartame;
  • ciclamato de sódio;
  • acessulfame-K;
  • sacarina;
  • sucralose.

Os adoçantes artificiais são usados em larga escala pela indústria alimentícia — em sucos, refrigerantes, doces diet e outros — principalmente, pelo seu baixo custo em relação aos do tipo natural. Apesar de serem considerados seguros, há um problema: muitas vezes, o organismo não consegue reconhecê-los e isso causa toxicidade no uso prolongado, que, por sua vez, gera distúrbios.

Muita gente acha que está em vantagem trocando o açúcar pelo adoçante artificial. Mas se esquecem de que o consumo de aditivos químicos, assim como o corante nos alimentos, é tão prejudicial quanto a própria sacarose (açúcar branco).

Por isso, o consumo desse tipo de adoçante deve ser evitado por quem está preocupado em preservar a saúde. Mas, afinal, quem não está? Sendo assim, uma dica é optar pelas versões que utilizam os adoçantes naturais em sua composição. Então, fique de olho no rótulo!

Vantagens dos adoçantes naturais

As pessoas estão cada vez mais preocupadas em ter mais qualidade de vida e bem-estar. Para isso, procuram ter um estilo de vida mais saudável, praticando exercícios físicos regularmente e se alimentando de forma equilibrada e adequada.

Bom, se você faz parte desse grupo de pessoas, saiba que os adoçantes naturais podem ajudar nessa missão. Isso porque eles conferem o sabor doce que gostamos sem prejudicar a saúde e nem a silhueta. Confira os outros benefícios:

Servem para diabéticos

Grande parte os adoçantes naturais, exceto o agave e mais alguns, é permitida para pessoas com restrição de ingestão de açúcares, já que não ativam a insulina para serem metabolizados. Com isso, esse ingrediente se torna uma ótima opção para os diabéticos que querem ter uma alimentação sem elementos artificiais.

São mais seguros

Os edulcorantes artificiais não podem ser usados por grávidas, lactantes e crianças, pois os seus efeitos podem afetar a saúde desse grupo e do feto. Já a maioria dos de origem natural pode ser consumida. Mas vale lembrar que, para essas pessoas, assim como os diabéticos, o ideal é ter orientação do médico ou do nutricionista, OK?

Liberados para dietas

Algumas dietas atuais, como a low carb e a paleolítica, não permitem a ingestão de adoçantes artificiais. Isso porque elas prezam por uma alimentação mais natural e saudável, excluindo a maioria dos produtos industrializados. Como os açúcares de qualquer tipo também são proibidos, os adeptos desses estilos de vida podem optar pelos edulcorantes naturais para adoçar suas comidas e bebidas.

Quais são os tipos de adoçantes naturais?

Como quase tudo na vida, algumas pessoas preferem um adoçante a outro. Ainda bem que existem vários tipos deles, não é verdade? Assim, a gente pode experimentá-los e decidir qual é o favorito para adoçar o nosso dia a dia. Quer saber quais são eles? Então, confira:

Xilitol

Esse é o mais novo queridinho dos amantes da alimentação saudável que não abrem mão de um doce de verdade. Ele é semelhante na aparência e tem gosto de açúcar, mas com 40% menos calorias e sem interferir na glicose sanguínea. Sensacional, não é?

Ele é um poliol ­— substância que fica entre uma molécula de álcool e uma de açúcar. Mas fique tranquilo, pois ele nada tem a ver com o álcool das bebidas! Ele tem capacidade de estimular o sabor doce nos receptores da língua. E o melhor: faz isso sem amargar ou deixar paladar residual na boca, como outros adoçantes.

O poder de doçura do xilitol também é igual ao da sacarose. Ou seja, você tem que usar a mesma quantidade desse adoçante do que usaria de açúcar para adoçar os seus alimentos e bebidas. Mas de onde vem essa maravilha? Ele é retirado de árvores, como a bétula, e também de outras fibras vegetais, como a xilana.

Você sabia que é recomendável mascar chicletes que tenham xilitol, como o Tablete Valda Diet? Pois é! Esse adoçante, além de tudo, é capaz de matar as bactérias da boca que são causadoras das cáries. Dessa forma, o consumo desse tipo de “guloseima” protege os dentes.

Alguns feitos colaterais são identificados após o consumo exagerado: gases, estufamento abdominal e diarreia. Portanto, nada de comê-lo em grandes quantidades, certo? Deixe o seu corpo se adaptar ao xilitol aos poucos e não terá esses inconvenientes.

Stevia

Ele leva o mesmo nome da planta que é extraído, a Stevia rebaudiana, nativa do Brasil e do Paraguai, e que, visualmente, se parece com a hortelã. O poder de doçura — 70 a 400 vezes maior que a sacarose — vem das folhas, onde é encontrado o adoçante natural esteviosídeo.

Esse edulcorante pode ser encontrado para consumo nas prateleiras dos mercados nos formatos líquido e em pó. É fundamental ler o rótulo e verificar se é um produto 100% stevia, pois diversas marcas misturam adoçantes artificiais para baratear o valor.

Você também pode fazer o seu “açúcar” de stevia em casa, que tem a capacidade de adoçar 20 vezes maior que a do açúcar de cana. Basta colher as folhas da stevia e deixá-las secar ao ar. Feito isso, coloque-as no liquidificador até obter um pó e estará pronto! Para armazenar corretamente, guarde num pote com tampa.

O sabor desse adoçante pode lembrar o do alcaçuz, o que pode causar estranhamento nas pessoas, a princípio. Ele também tem um gosto residual um pouco amargo, porém tudo isso é questão de costume. Conforme você for usando, o seu paladar vai se adaptando.

Eritritol

Assim como o xilitol, ele é do grupo dos polióis, e é daí que vem o seu poder de adoçar, que é de 70% da sacarose, mas com bem menos calorias. Para você ter uma ideia, enquanto o açúcar tem 4 calorias por grama, o eritritol tem 0,24.

Ele é pouco metabolizado pelo nosso organismo, e por isso não altera os níveis de glicose no sangue. Apesar de ser encontrado na natureza, o produto final como consumimos é feito a partir da fermentação do amido, e sua aparência é igual ao do açúcar: em cristais transparentes.

Ele tem efeito protetor aos dentes, pelo mesmo motivo do xilitol, e também causa os mesmos efeitos colaterais. Portanto, ao substituir o açúcar pelo eritritol, comece com pouca quantidade para não ter os incômodos.

Sorbitol

É bem comum encontrar esse adoçante como ingrediente de diversos alimentos industrializados. Apesar de não ter a capacidade de adoçar tão alta como dos outros edulcorantes (60% da sacarose), o sorbitol tem menos calorias que o açúcar. Ah! Ele também é da família dos polióis!

Ele é extraído de algumas frutas, como pêssego, maçã, ameixa e pera, e se parece com o açúcar tanto na aparência quanto no sabor. Por isso, é muito usado na indústria em gomas de mascar, doces para quem tem restrição de açúcar e cremes dentais.

Outra utilização dele é como laxante: doses acima de 50 gramas por dia atrai água para o intestino, estimulando os movimentos peristálticos e a evacuação. Sabia que é por isso que a ameixa é tão eficaz na prisão de ventre? Porque, além de conter fibras, ainda conta com boa concentração de sorbitol!

Por ser do mesmo grupo do xilitol e eritritol, esse edulcorante também ajuda no combate às cáries, não altera a glicose sanguínea e pode causar os mesmos desconfortos abdominais.

Agave

Ela é uma planta oriunda do México, e o seu xarope vem sendo cada vez mais consumido no lugar do açúcar por adoçar o dobro com metade das calorias. Existem dois tipos dessa calda de agave. O mais escuro é menos filtrado, tem pedaços e um gosto mais forte. Já o mais claro é mais coado, passa por menos calor na sua produção e tem sabor mais suave.

Em relação à sua composição, o xarope tem entre 75% e 95% de frutose, além de minerais, como ferro, zinco, potássio e magnésio. Sendo assim, ele ainda é nutritivo, coisa que o açúcar não é!

O índice glicêmico desse edulcorante é baixo. Isso significa que demora mais tempo para liberar a glicose no sangue, não havendo picos de insulina. Apesar disso, ele não é indicado para diabéticos, pois contém glicose, mesmo que em menor concentração que a sacarose.

Ele é uma excelente substituição do mel para os veganos, principalmente, em receitas de bolos, doces, panquecas e tortas. Mas atenção! Verifique a procedência do xarope de agave e prefira os orgânicos, pois alguns são tão processados que perdem seus nutrientes.

Além do mais, ele tem alta concentração de frutose, que não deve ser consumida em grandes quantidades por fazer mal ao organismo. Quer saber por quê? Confira no próximo tópico!

Frutose

O adoçante natural de frutose que encontramos no mercado é o açúcar das frutas que foi isolado e transformado num pó para adoçar as comidas e bebidas. A indústria de alimentos o usa na forma de xarope de milho, que tem doçura bem maior do que o do açúcar, representando certa economia para ela, entende?

Embora pareça inofensivo, afinal, vem das frutas que consumimos todos os dias, o edulcorante de frutose está associado à resistência à insulina que, por sua vez, está ligada à síndrome metabólica — conjunto de fatores de risco para diversas doenças.

Mas por que nas frutas ela não causa esse tipo de problema? A resposta é simples: a frutose presente nesses vegetais in natura está acompanhada de outros nutrientes, como vitaminas, minerais e fibras. Além disso, a concentração é menor do que no edulcorante, fazendo com que dessa maneira não cause prejuízos à saúde.

Por tudo isso, é importante dizer que o consumo desse tipo de adoçante deve ser feito sob supervisão do médico ou nutricionista, certo? No fim das contas, o que estamos buscando é manter uma boa alimentação para o bom funcionamento do organismo, não é verdade?

Mel e açúcar de coco

Os dois têm a função de adoçar e são naturais, mas ao contrário dos anteriores, eles contêm calorias e aumentam a glicose sanguínea. Por isso, não são indicados para diabéticos ou para quem faz dieta com redução calórica ou de carboidratos.

No entanto, para quem não tem esse tipo de restrição, eles são ótimos substitutos do açúcar branco por terem mais nutrientes em sua composição. Além disso, o açúcar de coco tem índice glicêmico menor que o da sacarose. Dessa forma, eles são indicados para pessoas que precisam manter o peso corporal e desejam ter uma dieta mais saudável.

Vale lembrar que o mel não deve ser oferecido às crianças com menos de dois anos por risco de contrair o botulismo. As bactérias causadoras dessa doença estão no solo e podem contaminar esse adoçante. Como os pequenos ainda não têm imunidade o suficiente, ficam suscetíveis a essa enfermidade.

Todo mundo pode usar adoçantes naturais?

Quando a pessoa entra num regime para emagrecer, uma das primeiras coisas que ela faz é trocar o açúcar pelo frasquinho de adoçante, é ou não é? Mas nem todas estão atentas se aquele tipo é o ideal para o seu caso.

Respondendo à pergunta que dá o título deste tópico: sim, todos podem usar adoçante natural! Porém, é preciso prestar atenção, pois existe um melhor adoçante natural para cada pessoa. Seja pela forma de consumo ou, até mesmo, pela restrição alimentar.

Para não ter erro ou qualquer sombra de dúvidas, além de ler este guia do adoçante natural, é interessante que você consulte o seu médico ou nutricionista e peça opinião e indicação a esses profissionais sobre qual tipo de edulcorante é o certo para o seu objetivo.

Como usar o adoçante natural no dia a dia?

Se você pensa que ele serve só para adoçar o seu cafezinho ou suco, está muito enganado! Com o adoçante natural você pode inovar o cardápio da semana e comer aquela sobremesa gostosa sem culpa. Quer coisa melhor do que isso? Acho que não, né?

Como eles não sofrem alterações ao serem aquecidos ou resfriados podem substituir o açúcar na maioria das receitas. Você só deve ficar atento à quantidade usada, já que alguns são bem mais doces que a sacarose, já outros são um pouco menos.

Neste tópico, vamos dar algumas dicas de preparações feitas com esse tipo de edulcorante para você saborear e comprovar que dá sim para viver sem o açúcar branco. Está curioso? Então, dá uma olhada!

Bolos

Para os bolos, o xilitol é uma ótima pedida! Ele entra no lugar do açúcar na mesma quantidade, já que tem doçura igual. Sendo assim, a receita não precisa de adequação para ficar fofinha e gostosa. E que tal um bolo para tomar com um café à tarde?

Bolo de limão com iogurte

Ingredientes
  • 1 xícara de farinha de aveia;
  • 1 xícara de farinha de amêndoas;
  • 1 e ½ xícara de xilitol;
  • 3 ovos;
  • 1 iogurte natural sem açúcar;
  • 1 colher de sopa fermento em pó;
  • 2 colheres de chá de óleo de coco;
  • raspas da casca de 1 limão.
Modo de preparo

Bata as claras em neve e despeje o adoçante aos poucos. Em outra vasilha, misture as gemas com o iogurte e o óleo. Então, acrescente as farinhas, o fermento em pó e as raspas de limão.

Por último, incorpore as claras em neve, delicadamente. Coloque numa forma untada e enfarinhada e leve ao forno por 40 minutos ou até que fique completamente assado.

Tortas

Nessa sobremesa o eleito é o eritritol! Por ter um custo mais baixo que o do xilitol, é mais acessível para usar no dia a dia. Essa torta fica tão gostosa que nem parece que é feita sem açúcar!

Torta de morango

Ingredientes para a massa
  • 1 e ½ xícara de amêndoas;
  • 2 colheres de sopa de coco ralado seco e sem açúcar;
  • 2 colheres de óleo de coco ou manteiga;
  • 6 ameixas secas sem o caroço.
Ingredientes para o creme
  • 2 xícaras de chá de castanhas-de-caju;
  • 1 xícara de chá de leite de coco;
  • 4 colheres de sopa de eritritol;
  • 1 colher de sopa de suco de limão;
  • 1 colher de chá de essência de baunilha;
  • 1 colher de sopa de agar-agar em pó;
  • 1 xícara de chá de água.
Ingredientes para a cobertura
  • 2 caixas de morango;
  • 5 colheres de sopa ou o quanto baste de eritritol;
  • 4 colheres de sopa de água;
  • 1 colher de sopa de suco de limão.
Modo de preparo

Para o creme, descanse as castanhas-de-caju em água por pelo menos 8 horas. Descarte a água das castanhas, ponha-as no liquidificador com o leite de coco, o eritritol, o suco de limão e a baunilha, batendo bem até que fique um creme de textura lisa. Em uma panela, ferva a água, coloque o agar-agar, deixe por um minuto e acrescente o creme de castanhas até ficar homogêneo e espesso.

Junte todos os ingredientes da massa no processador até que fique bem uniforme. Coloque-a em uma forma de fundo removível (20 cm) untada, deixando uma borda. Leve para assar por 10 minutos ou até que fique levemente dourada.

Para a cobertura, corte os morangos e coloque numa panela com os demais ingredientes. Deixe cozinhar por uns 10 minutos ou até que vire uma geleia. Para a montagem, espalhe o creme sobre a massa, jogue a geleia como uma cobertura e leve ao refrigerador por, pelo menos, 6 horas antes de servir.

Panquecas

Que tal panquecas para o café da manhã? Uma delícia, não é? O problema é que, aqui no Brasil, elas são servidas com mel, e ele é bem calórico. Então, a solução é usar o xarope de agave para economizar nas calorias!

Na massa, trocamos o açúcar por stevia, mas você pode colocar outro adoçante natural da sua preferência.

Panquecas com agave

Ingredientes
  • 1 e ½ xícara de farinha de trigo;
  • 1 xícara de leite;
  • 1 ovo;
  • 1 colher de chá de fermento;
  • adoçante stevia a gosto.
Modo de preparo

Bata todos os ingredientes no liquidificador até que fique uma massa fluida e homogênea. Frite as panquecas em frigideira antiaderente até que fiquem douradas e cozidas. A nossa sugestão é que você as sirva com o xarope de agave e morangos frescos para acompanhar.

Viu como não é difícil ficar longe da sacarose, como todo mundo pensa? Neste guia do adoçante natural ensinamos que dá para saciar a incontrolável vontade de doce usando as melhores alternativas para substituir o açúcar. Agora, é só pôr em prática todas essas dicas para você e sua família terem uma alimentação ainda mais saudável!

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